Autores: Carlos Alexandre, Edson Junior, Fadrique Brito, Geraldo Lucas e Heitor Garcia
Redes Neurais Artificiais (RNA) são
técnicas de processamentos computacionais que se utilizam de um modelo
matemático cujo é inspirado na estrutura neural de organismos inteligentes,
adquirindo conhecimento a partir de experiências. Os sistemas assumem
comportamentos e estrutura do cérebro humano, porém, claramente, com um
conjunto limitado de neurônios.
Explicando brevemente, o sistema nervoso
trabalha a partir de um conjunto fortemente complexo de neurônios. Os neurônios
se comunicam e emitem impulsos nervosos entre eles, tendo como exemplo um
impulso nervoso recebido por um neurônio A, e dado momento, é processado e
processado então uma tarefa de ação, o neurônio A dispara uma substância
neurotransmissora que flui do corpo celular para o axônio, podendo estar
conectado a um dendrito de um outro neurônio B.
Uma RNA é feita através de várias unidades
de processamento, que são conectadas através de canais de comunicação estando associadas
a determinado peso. Tais unidades fazem processamentos e operações apenas sobre
seus dados locais, cujo são recebidas através das suas conexões. As mais
diversas interações e ligações entre as unidades de processamento da rede dão a
características de comportamento inteligente para um RNA.
As entradas do RNA são similares à área de
captação de estímulos, que resultam a uma série de ligações com outras unidades
do RNA, ou saídas. Faz-se então a comparação ao sistema biológico, onde a área
de captação de estímulos se conecta à diversos neurônios e cada um deles
apresenta uma saída.
Em 1943 McCullock e Pitts propuseram um
esquema de operação de uma unidade de processamento, que consistem em sinais
sendo apresentados à uma entrada, tal sinal é multiplicado por um número,
denominado peso, que indica o grau de sua influência na saída da unidade, a
partir disto é feito uma soma ponderada dos sinais recebidos para se produzir
um nível de atividade, caso esse nível de atividade exceda um certo limite, a unidade
de processamento produz então uma determinada resposta de saída.
Esquema de unidade McCullock - Pitts.
Suponha que tenhamos p sinais de entrada
X1, X2, ..., Xp e pesos w1, w2, ..., wp e limitador t; com sinais assumindo
valores booleanos (0 ou 1) e pesos valores reais.
Neste modelo, o nível de atividade a é
dado por:
a = w1X1 + w2X2 + ... + wpXp
A saída y é dada por:
y = 1, se a >= t ou
y = 0, se a < t.
A aprendizagem dos modelos de RNA se dá
pela experiência, ou seja, um modelo apresenta uma regra de treinamento, cujo
determina pesos a partir dos padrões apresentados. Tendo uma arquitetura
organizada em camadas, com unidades que podem estar conectadas à outras
unidades da camada adiante. Pode-se citar três grupos onde se classificam as
camadas:
- Camada de Entrada: Onde os padrões são apresentados à rede.
- Camada Intermediárias (Escondidas): Onde acontece a grande parte do processamento a partir das conexões ponderadas.
- Camada de Saída: Onde o resultado final é concluído de apresentado.
O processo de aprendizagem se faz a parte
mais importante para o processamento das habilidades de uma RNA. Aprendendo
através de iterações com o ambiente, aplicando e ajustando o peso, e tendo
então uma espécie de treinamento, onde gradativamente vai aprendendo mais
coisas e situações.
O aprendizado é um conjunto de regras
claramente definidas para que se encontre a solução de dado problema. Há
diversos tipos de algoritmos de aprendizagem específicos para certos modelos de
redes neurais artificiais, tendo como diferença entre eles, principalmente, o
modelo em que os pesos são alterados.
Um fator importante, é a maneira como uma
RNA se interage com o ambiente externo, impactando no seu aprendizado. Sobre
essa situação, podemos citar alguns certos modelos de aprendizagem:
- Aprendizagem supervisionado: Há um agente externo (uma pessoa) que indica para a rede qual a resposta correta para aquele tipo de problema, tendo-se assim o padrão de resposta desejado para o padrão apresentado de entrada.
- Aprendizagem não-supervisionada: Não há um agente externo auxiliando nas respostas corretas para dado problema. Também podendo-se chamar de auto-organização.
- Reforço: Quando um agente crítico externo analisa e avalia a resposta de saída da rede à um dado problema de entrada.
Um ciclo, é a apresentação das entradas e
saídas de um conjunto de treinamento no processo de aprendizagem. A correção de
cada ciclo pode ser feita de duas maneiras:
·
Modo Padrão: Nesse
modelo, a correção é feita a cada apresentação independente, do conjunto de
treinamentos. Cada correção de peso
específico é baseada somente no erro em questão daquela iteração. Ou seja, para
um ciclo de 10 apresentações, teremos então 10 correções.
Modo Batch: Nesse modelo a correção é feito apenas uma vez, para todo o
ciclo. Todos os pares (entrada e saída) do ciclo são apresentados, tendo seu
erro médio calculado e então faz-se as correções de pesos

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